Salário mínimo recebe atualização e novo valor já pode ser depositado!

Recentemente, o Brasil viu um ajuste no salário mínimo, que agora conta com um aumento de R$ 106, somando um total de 7,5%. Este percentual é relevante, visto que supera a inflação do período, sendo uma demonstração dos esforços para que o poder de compra do cidadão não sofra grandes declínios. Entretanto, a necessidade de limitar o valor final surge das medidas de redução de custos implementadas em 2024, sob um contexto de ajuste fiscal. No passado, o cálculo do salário mínimo levava em consideração a combinação entre a inflação do ano anterior, calculada com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), e a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. Com esta metodologia, estimava-se que o piso salarial poderia alcançar R$ 1.525. Contudo, houve uma mudança significativa no método, especialmente devido à introdução de um teto para o crescimento das despesas públicas, fixado em 2,5%, independentemente do desempenho do PIB, que, no ano, cresceu 3,2%. Qual a importância do novo método de cálculo do salário mínimo? A introdução de um limite para o aumento dos gastos governamentais nas regras do cálculo do salário mínimo reflete uma tentativa de manter a sustentabilidade das finanças públicas. Essa estratégia é particularmente significante pois assegura que aumentos no piso salarial não resultem em pressões orçamentárias insustentáveis. Com isso, o governo busca criar um equilíbrio entre o aumento necessário para manutenção do poder aquisitivo da população e as restrições impostas pelo orçamento público vigente. Esse novo método se tornou imprescindível para garantir previsibilidade fiscal. A previsibilidade oferece segurança econômica tanto para o setor público quanto para os trabalhadores, além de contribuir para a tomada de decisões de médio e longo prazo, criando expectativas mais controladas sobre investimentos e consumo. Impactos do novo salário mínimo em aposentadorias e programas sociais O reajuste do salário mínimo exerce influência direta nos valores das aposentadorias pagas pelo INSS e em diversos programas sociais. Essa conexão é vital, pois muitos benefícios têm seus valores atrelados ao piso salarial nacional. Portanto, qualquer alteração no salário mínimo implica diretamente na vida financeira de milhares de beneficiários, exigindo que o governo manobre cuidadosamente esses ajustes, assegurando que não comprometam as finanças públicas enquanto garantem a dignidade dos seus cidadãos. Como o ajuste fiscal afeta o crescimento econômico? O cenário de ajuste fiscal incluiu medidas rigorosas para controle e redução dos gastos públicos, com o intuito de evitar desequilíbrios orçamentários que pudessem fragilizar a economia. Embora essas ações limitem investimentos públicos imediatos, elas são planejadas para criar um ambiente econômico mais estável a longo prazo, favorecendo a confiança dos investidores e promovendo um crescimento sustentável. Ao moderar os aumentos do salário mínimo, o governo visa controlar gastos internos mantendo a economia segura frente a incertezas externas e internas. Essas ações também buscam evitar aumentos abruptos da dívida pública, que poderiam impulsionar inflação e prejudicar a atratividade do país perante investidores internacionais. Com contas equilibradas, o Brasil pode manter taxas de juros menores e uma moeda mais estável, fatores positivos para todos os segmentos da economia. Desafios na implementação do novo salário mínimo Implementar o novo método de cálculo do salário mínimo não está isento de desafios. Entre eles, destaca-se a dificuldade em ajustar as expectativas de diferentes setores da sociedade, como sindicatos e empresários, diante das limitações impostas pelo orçamento. Isso exige diálogo permanente e a busca de consenso para evitar conflitos trabalhistas e manter o ambiente de estabilidade social. Além disso, monitorar os impactos do novo piso sobre a inflação e o emprego será necessário para avaliar se as metas de equilíbrio fiscal estão sendo alcançadas sem sacrificar a qualidade de vida dos trabalhadores e dos mais vulneráveis. Perspectivas para o futuro do salário mínimo no Brasil As perspectivas futuras para o salário mínimo dependem diretamente da evolução da economia nacional e das políticas fiscais adotadas pelos governos. Caso o crescimento econômico seja sustentável, pode haver espaço para reajustes mais robustos, ainda que respeitando os limites de gastos impostos pela legislação vigente. O desafio será conciliar a necessidade de aumento real do salário mínimo, para garantir maior justiça social, com a manutenção da responsabilidade fiscal. Essa equação deverá pautar as decisões dos próximos anos, com possíveis adaptações à legislação conforme as necessidades da sociedade e as condições econômicas do país. Equilíbrio entre salário mínimo e sustentabilidade fiscal A implementação das novas regras do salário mínimo no Brasil evidencia o comprometimento do governo com um crescimento econômico responsável e sustentável. Ajustes nesses cálculos favoráveis à população buscam fornecer condições justas e adequadas ao mesmo tempo que resguardam a estabilidade financeira nacional. Manter este equilíbrio é fundamental para que os aumentos salariais cumpram seu papel social sem colocar em risco o planejamento orçamentário e a saúde financeira do país, construindo assim um ambiente propício ao desenvolvimento para todos os brasileiros. Fonte: Monitor do Mercado

Cinco vezes em que o Brasil entrou em disputas diplomáticas contra os EUA — e perdeu

Em 2011, dois antes antes de vir à tona que os EUA espionava o governo brasileiro, o presidente americano Barack Obama foi recebido pela presidente brasileira Dilam Rousseff, em Brasília (Foto: EFE/ FERNANDO BIZERRA JR/EFE) A relação do Brasil com os Estados Unidos (EUA) é complexa. Segue a linha “amigos, amigos, negócios à parte”. Em diferentes momentos da história, o Brasil tentou se posicionar de forma independente, ou até confrontar interesses diretos de Washington, e pagou o preço. De um lado, ambos são parceiros comerciais importantes, lutaram do mesmo lado na Segunda Guerra Mundial e mantêm uma diplomacia cordial (quase sempre). Do outro, divergem sobre segurança, desarmamento, quais líderes apoiam e, às vezes, sobre liberdade – como durante o período da ditadura militar e agora. As derrotas brasileiras nem sempre foram declaradas oficialmente, mas as consequências políticas e econômicas mostram os rastros que estes atritos deixaram. A seguir, relembramos cinco momentos em que o Brasil enfrentou os EUA no campo diplomático (e perdeu): 1. A crise do petróleo e o alinhamento com o mundo árabe (anos 1970) Contexto: em 1973, Arábia Saudita, Irã, Iraque e Kuwait eram os principais fornecedores de petróleo quando estourou a Guerra do Yom Kipur (ou Guerra Árabe-Israelense). Em retaliação a quem ficou a favor de Israel, como Estados Unidos, Japão e Europa Ocidental a Israel, os países árabes embargaram a exportação de petróleo. Isso elevou absurdamente o preço do barril em quase todo mundo e causou recessão em vários lugares. Para amenizar os efeitos da crise causada, o Brasil buscou estreitar seus laços com os países árabes. Conflito com os EUA: a aproximação brasileira com países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) acendeu um alerta ao governo americano, que via com preocupação a posição do Brasil. Consequência: não houve um conflito direto com os EUA, mas a proximidade do Brasil com os países árabes abalou a relação com o governo americano. Mais tarde, esta posição dificultou o acesso brasileiro a financiamentos e tecnologias estratégicas (inclusive nucleares). Por que foi uma derrota: o Brasil enfrentou resistência aberta dos EUA no seu acordo para produzir energia nuclear em parceria com a Alemanha, houve desentendimentos comerciais e atrito do governo americano frente ao desrespeito do regime militar aos direitos humanos. Filas se formavam para abastecer nos postos de gasolina nos Estados Unidos quando os países árabes impuseram embargo na década de 1970 (Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA/ Divisão de impressões e fotografias, U.S. News & World Report Magazine Photograph Collection, Warren K. Leffler) 2. Programa nuclear Brasil-Alemanha vs. EUA (década de 1970) Contexto: em 1975, o Brasil firmou acordo com a Alemanha para transferência de tecnologia nuclear completa. Devido à natureza do negócio e ao valor da operação, de cerca de US$ 10 bilhões, foi chamado de “o acordo do século”. A parceria previa a construção de oito usinas nucleares e a produção de enriquecimento e reprocessamento do urânio. Conflito com os EUA: o acordo com a Alemanha gerou uma crise política do Brasil com os EUA. O governo de Jimmy Carter alegava que era arriscado conceder tecnologia nuclear a um país que não era signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) – o Brasil só assinou o documento em 1998. Além disso, os EUA tinham interesses comerciais: eram líderes do segmento e viam no Brasil um mercado potencial. Consequência: o acordo foi parcialmente esvaziado. A Alemanha cedeu à pressão americana e recuou, e o Brasil enfrentou sanções diplomáticas e comerciais indiretas. “Os EUA terão que manter o desenvolvimento da capacidade nuclear brasileira sob rigoroso escrutínio. A menos que haja uma mudança radical na política nuclear americana, um novo e controverso elemento foi adicionado às relações EUA-Brasil”, diz um telegrama da embaixada dos EUA no Brasil ao governo americano, em 1979. ________________________________________ 3. A condenação da guerra do Iraque na ONU (2003) Contexto: em seu primeiro mandato, Lula se opôs publicamente à invasão ao Iraque e classificou a operação liderada pelos EUA como unilateral e injustificada. Ele disse que qualquer ação militar deveria ter a aprovação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o que não foi o caso desta guerra. Conflito com os EUA: os EUA esperavam apoio de aliados latino-americanos e não gostaram da postura brasileira no Conselho de Segurança. O Brasil descartou o pedido de enviar tropas para ajudar os americanos no Iraque. Consequência: o Brasil quis firmar sua soberania e prezar pelo diálogo (embora Lula tenha bons relacionamentos com governos ditatoriais como Venezuela e China). A posição do governo brasileiro, no entanto, foi um divisor de águas na relação diplomática com Washington. Por que foi uma derrota: o episódio levou ao isolamento do Brasil em espaços relevantes na geopolítica. Há décadas o país pleiteia passar de membro rotativo para permanente no Conselho de Segurança da ONU, responsável por decisões sobre a paz e a segurança internacional (o mais importante do órgão). Os EUA, que compõem o grupo principal e tem poder de veto, são os mais resistentes à sua entrada. ________________________________________ 4. O caso Irã–Brasil–Turquia (2010) Contexto: o Brasil, junto à Turquia, negociou um acordo nuclear com o Irã para enriquecimento de urânio para fins pacíficos (a geração de energia). A Declaração de Teerã, como ficou conhecida, teve inicialmente apoio do então presidente americano Barack Obama, mas ele recuou. Os EUA desconfiavam que o Irã usasse o urânio para produzir secretamente armas nucleares. Conflito com os EUA: Washington considerou o acordo diplomático uma tentativa de desviar o Irã do endurecimento das sanções da ONU, aliviar a pressão internacional e evitar novas sanções, enquanto continuava a avançar com seu programa nuclear. Consequência: o acordo fracassou. Os EUA e a maior parte dos países-membros da ONU não consideraram o acordo como uma solução suficiente para suas preocupações sobre o programa nuclear iraniano e impuseram sanções ainda mais duras ao Irã. Por que foi uma derrota: o episódio expôs o limite da influência brasileira, gerou desgaste internacional e frustrou a pretensão de protagonismo global do governo Lula. Lula em seu primeiro discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, em 2003 (Foto: Ricardo Stuckert/PR) 5. A reação

Saque calamidade: trabalhadores de Terra Santa já podem solicitar recursos do FGTS

Os trabalhadores podem realizar o saque calamidade até o dia 30 de outubro. Trabalhadores do município de Terra Santa, no oeste do Pará, já podem solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por motivo de calamidade. A liberação que iniciou no último dia 02, decorre das chuvas intensas na cidade e pode ser solicitada à Caixa Econômica Federal por meio do aplicativo do FGTS. Os trabalhadores podem realizar o saque até o dia 30 de outubro. É necessário possuir saldo na conta do FGTS e não ter realizado saque pelo mesmo motivo em período inferior a 12 meses. O valor máximo para retirada é de R$  6.220 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível na conta. A solicitação pode ser feita de forma fácil e rápida pelo aplicativo FGTS, opção “saques”, no celular, sem a necessidade de comparecer a uma agência. Ao registrar a solicitação, é possível indicar uma conta da Caixa, inclusive a Poupança Digital Caixa Tem, ou de outra instituição financeira para receber os valores, sem nenhum custo. No oeste do Pará, trabalhadores do município de Prainha também podem solicitar o saque calamidade. Para os moradores deste município o prazo final é 4 de setembro de 2025. Confira aqui  a relação completa dos municípios brasileiros habilitados para o saque FGTS por motivo de calamidade e os prazos para a solicitação. Saque 100% digital App FGTS: O aplicativo está disponível para download gratuito nas plataformas digitais e é compatível com os sistemas operacionais Android e IOS. Como solicitar o saque FGTS: Informações sobre a documentação: Fonte: G1

EUA poderiam bloquear GPS no Brasil? Entenda como funciona sistema de geolocalização

Bolsonaristas afiram ter sido informados que, entre novas sanções cogitadas pelos EUA ao Brasil, estaria bloqueio do sistema de satélites. Mas é realmente possível “cortar” o sinal do GPS? A escalada de tensões entre Brasil e Estados Unidos subiu mais um degrau com o anúncio de sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pelo Departamento de Estado americano. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou a revogação do visto do ministro do STF para entrar nos Estados Unidos citando “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a Folha de S.Paulo, bolsonaristas disseram ter sido informados por membros do Departamento de Estado dos EUA que a revogação de vistos de Moraes e outros integrantes da Corte seria “apenas o começo”. Entre as novas sanções cogitadas, disseram aliados do ex-presidente ao jornal, estariam aumentar as tarifas de importação de produtos brasileiros de 50% para 100%, adotar punições em conjunto com a aliança militar Otan e até mesmo o bloqueio do uso de satélites e GPS. Mas é possível “cortar” o sinal do GPS? A BBC News Brasil conversou com especialistas para entender se realmente é possível bloquear o sistema de geolocalização no país. O que é e como funciona o GPS? O Sistema de Posicionamento Global, mais conhecido pela sigla em inglês GPS (Global Positioning System) oferece com rapidez e precisão a localização de um ponto na superfície terrestre. Ele é utilizado em celulares, carros, aeronaves, embarcações e sistemas de monitoramento, como tornozeleiras eletrônicas, e é essencial para áreas como navegação, cartografia e monitoramento ambiental. Criado pelo Departamento de Defesa dos EUA no final do século 20, o sistema foi desenvolvido originalmente com fins militares, como o direcionamento de mísseis, localização de tropas e execução de manobras táticas. A corrida espacial impulsionou a sua criação. Em 1957, a então União Soviética lançou o Sputnik, primeiro satélite artificial da história. Já o primeiro satélite operacional do GPS foi lançado em 1978, e o sistema atingiu sua configuração plena em 1995, com 24 satélites em funcionamento. Nos anos 1990, a tecnologia passou a ser amplamente aplicada para usos civis, que vão do controle do tráfego aéreo a aplicativos de informações para rotas em celulares. O sistema conta com 24 satélites, que estão distribuídos em seis planos orbitais ao redor da Terra, de forma que, em qualquer ponto do planeta, pelo menos quatro deles estejam sempre visíveis a um receptor GPS. Esse é o número mínimo necessário para o sistema funcionar corretamente. O sistema criado em 1978 conta atualmente com 31 satélites — Foto: Getty Images Cada satélite transmite continuamente um sinal de rádio com informações sobre sua posição e o horário exato de emissão, baseado em um relógio atômico. O receptor, ao captar esse sinal, registra o tempo de chegada da mensagem e o compara com o horário indicado pelo satélite. A diferença de tempo permite calcular a distância entre o receptor e o satélite. Como a onda de rádio se desloca à velocidade da luz, mesmo variações de frações de segundo representam milhares de quilômetros. Com os dados de quatro satélites distintos, o receptor consegue triangular sua posição com alta precisão. Se os sinais forem captados somente de um ou dois satélites, a localização estimada será menos confiável ou ambígua. O sistema oferece dois tipos de serviço: o Standard Positioning Service (SPS), disponível a todos os usuários civis do mundo, e o Precise Positioning Service (PPS), de uso restrito às forças armadas norte-americanas e seus aliados. É possível bloquear o GPS em um país? Os sinais transmitidos pelos satélites do GPS são unidirecionais: saem do espaço e alcançam, ao mesmo tempo, receptores em qualquer parte do mundo, explica o engenheiro Eduardo Tude, especialista nas áreas de Redes Ópticas, Sistemas Celulares e Comunicações por Satélite e presidente da Teleco, consultoria em Telecomunicações. Por isso, ele afirma ser improvável cortar o sinal do GPS somente para um país ou território, sem afetar regiões vizinhas. “Esses satélites ficam transmitindo continuamente um sinal para todo mundo. E o dispositivo que temos em Terra, pega o sinal desses satélites e calcula sua posição. É muito difícil bloquear isso para um país porque o sistema transmite para todo mundo, quem quiser pegar aquele sinal”, explica. “É como a TV aberta, eu poderia bloquear o acesso a ela numa casa se ela fosse projetada para ter um código, como a TV por assinatura tem para receber”, continua o engenheiro. “Se os EUA resolvessem fazer isso, ele teria que mexer, primeiro, na forma como é transmitido esse sinal. Em termos práticos, seria praticamente inviável fazer isso, ainda mais no curto prazo.” “Não dá para cortar esse sinal sem atingir outros países e mesmo os EUA. Não acredito que eles estejam realmente cogitando isso.”

Homem é preso ao tentar sacar FGTS com documento falso em Senador Canedo

Suspeito foi flagrado dentro da agência da Caixa após funcionários acionarem a Guarda Civil Municipal Um homem foi preso em flagrante dentro da agência da Caixa Econômica Federal de Senador Canedo, na última sexta-feira (18), após tentar sacar indevidamente R$ 2.662 do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) utilizando um documento falso. A prisão foi efetuada pela Guarda Civil Municipal (GCM), após funcionários do banco acionaram a corporação pelo número 153. Segundo a GCM, os trabalhadores da agência desconfiaram da atitude do suspeito e agiram ao perceber o comportamento fora do comum. Em poucos minutos, uma equipe da Guarda chegou ao local e abordou o homem no exato momento em que ele tentava concluir a transação. Durante a revista e averiguação dos documentos, os agentes constataram a fraude. Diante das evidências, os guardas civis deram voz de prisão e conduziram o suspeito até a Delegacia de Polícia Civil da cidade. A Polícia Civil agora investiga se o homem faz parte de um esquema maior de fraudes relacionadas ao saque do FGTS e se há outros envolvidos. Fonte: OHOJE

Saque-aniversário do FGTS vai mudar? Veja o que o governo já decidiu

A verdade sobre o encerramento do Saque-Aniversário do FGTS tem um novo desfecho e é isso que o Governo Federal decidiu fazer de fato A verdade sobre mudança no Saque-Aniversário do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) que necessita da sua atenção e o veredito final do Governo Federal sobre ele Muitos se perguntam se o Saque-Aniversário do FGTS vai chegar ao fim e um novo modelo vai tomar o seu lugar. O Governo Federal tem um desfecho bem direto a respeito disso. Em fevereiro de 2024, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, informou que o Governo Federal estava planejando enviar ao Congresso um projeto de lei para encerrar o saque‑aniversário. A ideia era enviar uma ideia expondo também um modelo substituto. Aliás, o ministro disse que já tinha o aval do presidente Lula. Mas, o Governo Federal teve um novo desfecho. VEREDITO DE GOVERNO SOBRE FGTS Segundo o GE, em 26 de fevereiro desse ano, o ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, disse que o governo desistiu da ideia de acabar com o saque-aniversário do FGTS. “O saque-aniversário é uma distorção da função do fundo. Mas o governo não decide essas questões sozinhas. Parlamento diz que não tem chance de prosperar [o fim do saque-aniversário]”, comentou. Sendo assim, deu o veredito: “Então não vou ficar insistindo, se não tem chance de prosperar. Não vamos criar um constrangimento com o Parlamento. Quem sabe no futuro se rediscuta isso”. COMO ACESSAR O FGTS? QUEM TEM DIREITO? Todo o trabalhador, diretor não empregado ou trabalhador avulso com idade igual, ou superior a 70 (setenta) anos, tem direito a sacar o saldo da conta do FGTS. Então, já pode sacar. CONCLUSÃO O fim do saque-aniversário FGTS tem um novo veredito. Sendo assim, o Governo Federal chegou a um desfecho após muitos trabalhadores temerem acabar o benefício e agora já sabemos como fica. QUAL O CALENDÁRIO DE SAQUE DO FGTS? Fonte: OTVFOCO

Atualização do FGTS pela Caixa Causa Instabilidades Temporárias no Sistema: O Que Você Precisa Saber

A Caixa Econômica Federal iniciou neste fim de semana a atualização dos valores do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) um processo técnico que ocorre anualmente. No entanto, como reflexo direto dessa atualização, foram identificadas instabilidades no sistema, o que afetou temporariamente o pagamento das propostas de antecipação do saque-aniversário. O Que Está Acontecendo? Durante esse período de atualização, o sistema da Caixa passa por uma reestruturação dos dados financeiros relacionados ao saldo do FGTS de milhões de trabalhadores. Isso pode causar oscilações temporárias, como: Essa é uma situação rotineira e já prevista nesse período do ano, mas que naturalmente gera dúvidas e preocupações entre os clientes. Como Isso Afeta Quem Antecipou o FGTS? Se você realizou uma proposta de antecipação do saque-aniversário e ela ainda não foi paga ou está em análise, saiba que isso é esperado durante esse tipo de atualização sistêmica. A Caixa já está monitorando a situação de perto e, segundo comunicado interno, assim que o sistema for normalizado, as operações pendentes terão prioridade de processamento. Ou seja: ninguém será prejudicado. Sua proposta será retomada com prioridade assim que os serviços forem restabelecidos. O Que Fazer Agora? Se você é cliente Claw, não precisa tomar nenhuma ação no momento. Nosso sistema já está acompanhando sua proposta e garantirá a retomada do processo assim que possível. Enquanto isso: Transparência e Compromisso com Você Na Claw, levamos a sério a confiança que nossos clientes depositam em nossos serviços. Por isso, preferimos sempre comunicar com clareza e antecipação sobre qualquer instabilidade no sistema — mesmo que a origem seja externa, como é o caso agora com a Caixa. Estamos trabalhando para garantir que todos os pagamentos atrasados sejam normalizados com prioridade assim que a atualização for concluída. Fique Ligado Acompanhe nossos canais para atualizações em tempo real e siga com tranquilidade. Sua proposta está segura conosco.

Lucro do FGTS: quem sacou saldo em 2025, pode resgatar valor distribuído agora?

Com a distribuição do lucro do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) referente ao ano-base de 2024, pessoas que resgataram o saldo de alguma conta neste ano de 2025, seja por demissão ou outro motivo,  podem ficar na dúvida: elas ainda podem sacar o valor depositado em suas contas? Segundo Mario Avelino, presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT), a resposta é “sim” para a maioria dos casos. “Quando o trabalhador é demitido sem justa causa, naquele momento ele saca todo o fundo de garantia, inclusive a multa de 40%”, diz. “Qualquer dinheiro que entrar posteriormente ele pode ir lá e sacar de imediato.” Avelino exemplifica com outra situação, em que uma pessoa seja demitida sem justa causa de um empresa que não depositou devidamente todo o valor do FGTS devido. “No ato da demissão, o trabalhador sacou todo o dinheiro. Depois a empresa regularizou, entraram novos depósitos referente a períodos anteriores. Da mesma forma, o trabalhador pode sacar.” A norma se aplica ainda a casos em que a pessoa tenha sacado o dinheiro no primeiro semestre, como aposentadoria ou uso para tratamento de uma doença. Veja neste link todas as ocasiões em que é possível sacar o dinheiro do FGTS. O mecanismo para solicitação dos saques é o aplicativo do Meu FGTS, disponível para download tanto em dispositivos Android como iOS. A exceção a essa regra são os casos em que o trabalhador optou pela modalidade de saque-aniversário do FGTS, já que ela substitui o saque-rescisão e assim impossibilita o acesso aos recursos em caso de demissão sem justa causa. Nestes casos, será possível obter parte do dinheiro por meio de um resgate no mês do aniversário. Por que o FGTS distribui seus lucros? A legislação estabelece que a Caixa Econômica Federal tem até o dia 31 de agosto para creditar a parcela dos lucros do FGTS na conta dos cotistas. O banco costuma realizar o pagamento antes deste prazo. Neste ano, os depósitos foram iniciados na última sexta-feira, 25. O FGTS obtém seus resultados financeiros a partir de aplicações em setores como infraestrutura, habitação e saneamento básico. Uma parcela desses ganhos é depositada nas contas dos trabalhadores desde 2016, ano em que uma nova lei estabeleceu a distribuição obrigatória de parte do lucro para aumentar o rendimento do saldo individual. O valor repassado aos trabalhadores é proporcional ao lucro total alcançado em um determinado período. A decisão sobre a quantia a ser distribuída cabe ao Conselho Curador do FGTS. Este conselho é composto por membros que representam o governo federal (por meio de indicações de ministérios), os trabalhadores (por meio de centrais sindicais) e os empregadores (por meio de sindicatos patronais). Quem tem direito a receber os lucros do FGTS? Recebem o valor todas as pessoas que tiveram saldo positivo em suas contas do FGTS no ano-base. No caso, o pagamento de 2025 refere-se ao período de 2024. Para saber se você tinha saldo neste período, é possível conferir seu extrato no aplicativo Meu FGTS. Também é possível consultar em agências da Caixa Econômica Federal, através da solicitação de um extrato diretamente no balcão de atendimento. Simulação de valor a receber em 2024 Saldo em 31/12/2024 Distribuição de Resultado R$ 1.000,00 R$ 21,13 R$ 2.000,00 R$ 42,26 R$ 3.000,00 R$ 63,39 R$ 4.000,00 R$ 84.52 R$ 5.000,00 R$ 105,65 R$ 10.000,00 R$ 211,30 R$ 20.000,00 R$ 422,60 R$ 30.000,00 R$ 633,90 R$ 40.000,00 R$ 845,20 R$ 50.000,00 R$ 1.056,50 R$ 100.000,00 R$ 2.113,00 Qual montante foi distribuído desde o início do programa? Como demonstra a tabela, em vários anos o Conselho chega a distribuir quase a totalidade dos lucros. O STF decidiu, em junho de 2024, que a correção dos saldos do FGTS deve, no mínimo, acompanhar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país. Isso garante que o valor não perca poder de compra. Ano Resultado do Lucro do FGTS (R$) Resultado do Lucro Distribuído (R$) Rentabilidade do FGTS IPCA  2016 14.558.903.885,16 7.279.451.942,58 7,15% 6,29% 2017 12.464.531.044,33 6.232.265.522,17 5,59% 2,95% 2018 12.221.116.697,74 12.221.116.697,74 6,18% 3,75% 2019 11.324.324.757,15 7.500.000.000,00 4,90% 4,31% 2020 8.467.916.970,89 8.129.200.292,05 4,92% 4,52% 2021 13.335.488.653,18 13.202.133.766,65 5,83% 10,06% 2022 12.848.198.844,96 12.719.716.856,51 7,09% 5,78% 2023 23.380.518.279,95 15.196.777.891,94 7,78% 4,62% 2024 13.610.443.249,04 12.929.921.086,59 6,05% 4,83% Fonte: ISTOÉ DINHEIRO

Secretário de Trump anuncia revogação do visto americano de Alexandre de Moraes e de ‘seus aliados no tribunal’

Não está claro quais seriam os ‘aliados no tribunal’ também atingidos pela sanção de Marco Rubio. Decisão ocorre no mesmo dia em que Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump. Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, informou nesta sexta-feira (18) que revogou os vistos americanos para o ministro do STF Alexandre de Moraes, “de seus aliados e de seus familiares imediatos”. “O presidente Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos. A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos”, diz a postagem de Rubio na rede social X. “Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato” — não está claro quem seriam os aliados citados. A decisão ocorre no mesmo dia em que Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Trump. De acordo com Moraes, ficaram caracterizados os crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e atentado à soberania por parte de Bolsonaro. Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), havia “concreta possibilidade” de fuga do ex-presidente. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) agradeceu a Trump e a Rubio pela revogação do visto de Moraes. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) agradeceu a Trump e a Rubio pela revogação do visto de Moraes. “Eu não posso ver meu pai e agora tem autoridade brasileira que não poderá ver seus familiares nos EUA também – ou quem sabe até perderão seus vistos”, diz o deputado, que está licenciado e estabeleceu residência nos EUA. Tornozeleira O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a usar tornozeleira eletrônica nesta sexta por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A solicitação, assinada por Paulo Gonet, foi atendida por Moraes. Segundo a PGR, há risco concreto de fuga do país e de intimidação a autoridades brasileiras por parte do ex-presidente. A avaliação embasou o pedido para que ele passe a usar tornozeleira eletrônica e seja proibido de acessar embaixadas ou manter contato com diplomatas estrangeiros. A medida foi classificada por Bolsonaro como “suprema humilhação”. Alexandre de Moraes também impôs recolhimento domiciliar noturno, proibição de uso de redes sociais e de contato com investigados, diplomatas e embaixadores. Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República. A decisão foi motivada por uma série de fatores apontados pela PGR e por Moraes. Foto de arquivo: Alexandre de Moraes em 1 de fevereiro de 2023. — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF Lei Magnitsky A retirada do visto de Moraes não caracteriza a aplicação da Lei Magnitsky pelo governo dos EUA. Bolsonaristas pedem há meses que o dispositivo seja usado contra o ministro do STF. A lei entrou em vigor em 2012, durante o governo Obama, com o apoio de republicanos e democratas. Ela tem como objetivo punir indivíduos que violam os direitos humanos, no entendimento da Casa Branca. Apelidada de “pena de morte financeira”, a Lei Magnitsky impõe sanções financeiras pesadas, como a proibição de estrangeiros de ter conta em banco nos EUA e de portar cartão de crédito de nenhuma das grandes bandeiras que operam nos Estados Unidos. Instituições financeiras do mundo todo podem ser obrigadas a congelar ativos, fechar contas e cancelar cartões de crédito da pessoa sancionada. A lei foi nomeada em homenagem a Sergei Magnitsky, um advogado russo que foi preso e alegadamente torturado numa prisão russa por investigar crimes ligados à lavagem de dinheiro e corrupção na Rússia. Magnitsky morreu na prisão. A morte dele motivou legisladores americanos a sancionar e punir pessoas envolvidas nessa investigação e ligadas à morte dele. Fonte: G1

PIX é melhor que métodos de pagamento americanos e por isso virou alvo, diz ex-presidente do Banco Central

Para Henrique Meirelles, governo brasileiro deve negociar revisão da taxa de 50% anunciada por Donald Trump — e, se for preciso, abrir mão de algumas das tarifas que tem em vigor contra os EUA. Ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles vê a inclusão do PIX na lista de pontos que serão investigados pelo governo dos Estados Unidos como uma resposta à eficiência do mecanismo de pagamento brasileiro. Em entrevista à BBC News Brasil, ele classifica o sistema como “rápido e eficiente” e “melhor do que todo o sistema de pagamento” americano. Na terça-feira (15/07), o Executivo do presidente Donald Trump anunciou a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil, após o anúncio da imposição de uma tarifa de 50% sobre qualquer produto brasileiro exportado aos EUA. Entre as acusações feitas, que deverão ser apuradas ao longo do processo, estão eventuais irregularidades na adoção do PIX, desenvolvido pelo Banco Central durante o governo de Michel Temer (MDB) e lançado em novembro de 2020. Mas segundo Meirelles, que serviu como presidente do Banco Central de 2003 a 2011 (primeiro e segundo governos Lula), a competição oferecida pela ferramenta brasileira para empresas como Google, Apple e Meta está no centro da motivação de Donald Trump para incluí-la em sua lista de alvos. “O PIX é mais eficiente, não há dúvidas”, diz o ex-ministro e ex-secretário da Fazenda de São Paulo. “Trump fala que isso está prejudicando o sistema de pagamento das empresas americanas, que são basicamente oferecidos pelas Big Techs.” Ainda segundo Henrique Meirelles, as alegações feitas pelos Estados Unidos de que o Brasil age de maneira desleal ao beneficiar alguns países, como México e Índia, com tarifas mais baixas, enquanto prejudica os Estados Unidos, não fazem sentido. “O Brasil faz taxações generalizadas para proteger determinados mercados, mas eu não vejo benefício específico para alguns países.” Durante a conversa com a BBC News Brasil, o ex-ministro da Fazenda do governo Temer também defendeu que o governo brasileiro negocie a revisão da tarifa de 50% anunciada por Donald Trump – e, se for preciso, abra mão de algumas das taxas que tem em vigor atualmente contra os EUA. “[Donald Trump] é um negociador que toma riscos fortes, mesmo na vida pessoal. (…) Eu acho que ele inclusive gosta de negociar – e aí tem que negociar sim. Mas o governo tem que estar disposto a ceder algumas tarifas que o Brasil aplica hoje”, afirma. Por outro lado, Meirelles diz que os pontos levantados pelo governo americano sobre o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à responsabilização das empresas de mídia social por publicações ilegais de seus usuários são “inegociáveis”. “Decisões judiciais não são negociáveis. O governo brasileiro não vai negociar em nome do Supremo, não faz sentido isso.” Mas o ex-ministro também não descarta totalmente o caminho da retaliação com a elevação de algumas tarifas brasileiras, caso as negociações não cheguem a uma conclusão. “Mas isso precisa ser analisado com cuidado”, recomenda. “Pode ser em um ou outro caso, mas não uma coisa generalizada.” Meirelles ainda defende a proteção da economia brasileira por meio da busca por novos mercados, em especial a ampliação dos laços econômicos com a China. “O Brasil não tem nenhum confronto com a China, né? Certamente, a questão com o governo do Trump é evidente e ele próprio deixa muito claro, né? Mas de resto não há grandes problemas de relacionamento”, diz. BBC News Brasil – Como o senhor avalia o anúncio dessas tarifas? Quais acredita que são as motivações do governo Donald Trump nesse momento? Henrique Meirelles – Não há dúvida de que é um assunto muito polêmico e que vai ter algum efeito na economia brasileira, na medida em que as exportações para os Estados Unidos tendem a diminuir. Por outro lado, o efeito é menos importante do que para alguns outros países. Existe uma companhia que será direta e fortemente afetada que é a fábrica de aviões exportados para os Estados Unidos. Mas o restante das exportações são muito concentradas em commodities em geral, que é algo que pode se vender para qualquer outro país, particularmente para os países asiáticos que estão crescendo muito. Em termos de motivação do governo Trump, elas ficam claras na carta dele. Ele acredita que decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a divulgação de determinadas postagens na mídia social prejudicam as empresas americanas, e que o Brasil está, entre aspas, perseguindo as empresas americanas de comunicação. Evidentemente que isso não faz sentido, na medida em que o tribunal toma decisões, baseado nas suas interpretações da lei brasileira e é um órgão independente, que não faz parte do Executivo. BBC News Brasil – O senhor diria, então, que as motivações são muito mais políticas ou de interesses pessoais do que econômicas? Meirelles – Divide um pouco. Ele tem a motivação política, não há dúvida, que ele deixa clara na carta. Por outro lado, ele acha que as empresas de mídia social americanas no Brasil estão sendo prejudicadas. Isso é uma motivação econômica. BBC News Brasil – Para além das justificativas apresentadas pelo presidente Donald Trump e seu governo, o senhor vê alguma relação entre o protagonismo do Brasil nos Brics e as tarifas? Meirelles – Não vejo como o grande motivador, mas existe sim alguma influência. O [presidente] Donald Trump está certamente irritado com a posição dos Brics, que ele vê como uma posição contrária aos Estados Unidos e a ele. Mas somente isso não justificaria uma tarifa de 50%, porque ele não aplicou [essa mesma taxa] a outros membros do Brics. BBC News Brasil – O senhor tem interlocutores fora dos EUA e do Brasil com quem conversou nos últimos dias sobre essas tarifas? Como eles estão vendo a taxação? Meirelles – Em geral, a política de tarifas é vista negativamente pelos analistas do mundo todo, porque evidentemente tende a prejudicar a economia global. Não está prejudicando necessariamente ainda. O FMI fez uma projeção de que a economia global, que estava projetada