Homem usa dados falsos para sacar FGTS de vítima no Paraná e desencadeia operação da PF

Primeiro suspeito foi identificado em Maringá. Operação desta terça (15) teve cumprimento de mandados nos estados de Goiás e São Paulo. Nesta terça-feira (15), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação que apura fraude em saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Uma prisão em flagrante realizada em 2023 em Maringá, no norte do Paraná, motivou a investigação. Segundo a PF, este homem foi encontrado no momento em que ele tentava sacar o FGTS de uma vítima. Para isso, ele estava usando documentos falsos. Foi descoberto, então, que existe um esquema criminoso “sofisticado”, de acordo com a nota divulgada pela PF. Ele inicia com invasões de hackers em contas para identificação dos dados dos trabalhadores. Em seguida, em posse dessas informações, era habilitado o saque-aniversário por meio do aplicativo. Para conseguir retirar o dinheiro, os suspeitos iam presencialmente até agências bancárias usando documentos falsificados. Na fase desta terça-feira, a PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão e ordens de sequestro de bens e valores em Goiás (GO) e Americana (SP). Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. A investigação continua com a análise do material apreendido. O g1 fez contato com a Caixa Econômica – que prestou apoio nas apurações da PF – sobre o caso. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. Fonte: G1

Pix deve ter função crédito em setembro

BC também está desenvolvendo o uso da modalidade como garantia para empréstimos de pequenos negócios O Pix — que está na mira do governo americano — já tem data para lançar mais uma novidade: a função crédito. Está prevista para setembro deste ano a criação do serviço que vai permitir o parcelamento de uma transação Pix pelo pagador, com o recebimento imediato do valor pelo vendedor, o que hoje não acontece nas operações com os cartões. Na investigação aberta contra o Brasil para apurar práticas “desleais” de comércio, o Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), alega, sem citar diretamente o Pix, que o modelo brasileiro de pagamento pode impactar os negócios de empresas americanas. “O Brasil parece adotar uma série de práticas desleais em relação aos serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer os serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, diz o documento. Gratuito e instantâneo, o Pix já é o meio de pagamento mais usado pelos brasileiros. O número de transferência por mês já supera 6 bilhões, que movimentam cerca de R$ 2,8 trilhões. O sistema, criado pelo Banco Central em novembro de 2020, mudou drasticamente a estrutura de pagamentos no Brasil. Primeiro ano Logo no primeiro ano de funcionamento, o Pix desbancou outros tipos de transferências, como TED e DOC, em número de transações, e a quantidade de saques em dinheiro vivo. No fim de 2023, por sua vez, foi a vez dos cartões (débito, crédito, pré-pago) passarem para a segunda posição em quantidade de pagamentos no país, embora mantenham crescimento. As novas funções aumentam a atratividade do Pix para consumidores e empresas. Só neste ano, o BC já lançou o Pix por aproximação, que permite que as transferências aconteçam sem a necessidade de entrar no aplicativo do banco, e o Pix automático, que é similar ao débito automático e permite o pagamento recorrente a empresas, algo que deve beneficiar serviços de streaming, academias, escolas, entre outros. A próxima novidade é o Pix parcelado. O crédito via Pix já é oferecido por alguns bancos, mas o BC deve padronizar as regras e a experiência do usuário no processo do parcelamento. A nova função pode afetar ainda mais o uso pelos brasileiros de cartões, cujas principais bandeiras são americanas, como Visa e Master. As novidades do Pix são uma das prioridades da agenda regulatória do BC. O regulador do sistema financeiro também prevê para o segundo semestre deste ano a cobrança híbrida, que vai inserir no regulamento do Pix a possibilidade de pagamento, por meio do QR Code do Pix, de uma cobrança via boleto. Outra função Outra função em desenvolvimento é a possibilidade de usar o fluxo de recebíveis do Pix como garantia em empréstimos para micro e pequenas empresas, agenda do interesse também do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o lançamento deve ficar para 2026. Ainda há estudos para possibilitar transferências via Pix em ambiente offline. Dentro do órgão, a avaliação é de que o Pix é uma ferramenta fundamental para aumentar o acesso da população ao sistema financeiro e diminuir a concentração bancária. Para os técnicos do BC, os bancos e os arranjos de pagamento também se beneficiam do avanço da bancarização no Brasil. Empresas de tecnologia também se aproveitam dos novos modelos de negócios possibilitados pelo Pix. Fonte: Extra Globo

Governo anuncia nova grupos que mexe com o Bolsa Família

O governo brasileiro, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), anunciou uma iniciativa que visa expandir o acesso ao Programa Bolsa Família para mais grupos em situação de vulnerabilidade social. Essa medida foi oficializada por uma recente portaria publicada no dia 9 de julho de 2025, que estabelece novos critérios de inclusão para aqueles que necessitam de apoio imediato do governo para superar condições de extrema necessidade. Com a nova portaria, três segmentos adicionais de famílias passam a ser elegíveis para a pré-habilitação ao Programa Bolsa Família. Esses grupos incluem: Essa ampliação visa priorizar assistência para aqueles que enfrentam as situações mais críticas. Como os novos grupos são integrados ao Programa Bolsa Família? A inclusão destes novos segmentos ao programa é parte de uma estratégia mais ampla para fortalecer a proteção social e segurança alimentar no Brasil. Tradicionalmente, o Bolsa Família já contemplava: A adição dos novos grupos demonstra a atenção redobrada do governo para cobrir lacunas na assistência social, tornando o programa mais abrangente e inclusivo. Qual o objetivo da portaria do MDS? O intuito do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social é potencializar a proteção dos cidadãos que, por alguma razão, se encontram em condições sociais desfavoráveis. Dessa forma, o governo busca: Segundo o ministro Wellington Dias, essa é uma abordagem integrada e coordenada que fortalece a atuação do governo na proteção aos mais vulneráveis. Como funciona a operacionalização do Bolsa Família frente a esta nova medida? Com a implementação da portaria, as mudanças impactarão a gestão dos benefícios a partir da folha de pagamento de julho de 2025. Para ingressar no programa, as famílias precisarão: Esse rigor no processo assegura que os benefícios alcancem aqueles que realmente necessitam. O Bolsa Família é uma das maiores iniciativas de transferência de renda no Brasil, assentando suas raízes em esforços conjuntos para tirar milhões de famílias da linha da fome. Além de fornecer assistência financeira, o programa integra políticas públicas fundamentais que ampliam o acesso das famílias carentes a direitos básicos, como: Dessa maneira, o impacto do programa se mostra duradouro e transformador no combate à pobreza no país. Fonte: www.em.com.br

Governo Lula habilita três novos grupos prioritários para ingresso no Bolsa Família

De acordo com novas diretrizes, famílias com pessoas em situação de rua e em situação de insegurança alimentar passam a ser prioridade para atendimento por parte do programa Portaria do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate a Fome (MDS), publicada nesta quarta-feira (9/7), determina a inclusão de três novos segmentos no rol de grupos de famílias pré-habilitadas, em condições de maior vulnerabilidade social. A medida amplia o número de famílias prioritárias para ingresso no Programa Bolsa Família (PBF). Passam a ter prioridade, famílias com pessoas em situação de rua; com integrantes em risco social por violação de direitos, em conformidade com o Prontuário do Sistema Único de Assistência Social (Suas); e famílias com pessoas identificadas pelo Ministério da Saúde, em risco de insegurança alimentar. A decisão tem como foco “ampliar a proteção dos grupos mais vulneráveis”, afirmou o ministro Wellington Dias. Ele destacou também que “as inclusões são decorrentes de um olhar articulado do PBF com outras políticas públicas”. Além disso, ressaltou que “o objetivo é aumentar o nível de proteção social, de segurança de renda e de segurança alimentar em favor das famílias que se encontram em situação de risco social”. Setor produtivo recebe tarifaço de Trump com preocupação e indignação Estas novas categorias se juntam as anteriores, cuja abrangência acolhe famílias com integrantes em situação de trabalho infantil, com integrantes libertos de situação análoga à de trabalho escravo, famílias quilombolas e indígenas, e famílias com catadores de material reciclável. A medida entrou em vigor imediatamente após a publicação da portaria, nesta quarta-feira (9), com efeitos práticos já na folha de pagamento de julho de 2025. Serão considerados, para ingresso no Programa, os critérios de elegibilidade e atualização dos dados do Cadastro Único (CadÚnico), em conformidade com o que prevê a norma sobre regulamentações complementares. Fonte: ptnosenado.org.br

FGTS Digital já permite o parcelamento de débitos para empregadores

Anova versão do FGTS Digital, lançada no início de julho, trouxe uma funcionalidade importante para os empregadores: o parcelamento de débitos vencidos e não recolhidos. Agora, será possível parcelar débitos declarados no eSocial a partir da competência de março de 2024, desde que ainda não tenham sido inscritos em dívida ativa. Débitos anteriores seguem sob responsabilidade da Caixa Econômica Federal. Por enquanto, o parcelamento não está disponível para empregadores domésticos, MEIs, segurados especiais sem CNO e parte da Administração Pública. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a expectativa é que a funcionalidade seja estendida a todos os perfis de empregadores em breve. Bom para empregadores e trabalhadores De acordo com Elaine Kato, superintendente de Negócios responsável pelos clientes Fazendários e do Trabalho no Serpro, a nova funcionalidade de parcelamento regular permite que os empregadores mantenham suas obrigações em dia, mesmo em períodos de dificuldade. “Uma parcela significativa dos empregadores já vinha demonstrando, por meio dos canais de atendimento do FGTS Digital, a necessidade de parcelar débitos para regularizar pendências. Com essa entrega, agora isso é possível. É uma solução importante, que responde às necessidades dos empregadores de todo o Brasil”, afirma. Para Edvanessa Silva, superintendente de Desenvolvimento do Serpro, o parcelamento não é só sobre organizar pagamentos. “Ele ajuda a melhorar a forma como as relações de trabalho são conduzidas, trazendo mais segurança, clareza e equilíbrio para todos. Para os empregadores, é uma forma de resolver pendências com planejamento e evitar problemas futuros. Para os empregados, é uma garantia de que seus direitos estão sendo respeitados”, destaca. O que é o FGTS Digital? Idealizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e fruto de uma parceria do órgão com o Serpro e Caixa, o FGTS Digital é uma nova plataforma que moderniza e automatiza os processos de arrecadação do FGTS, tornando o cumprimento dessa obrigação mais simples, ágil e segura para empregadores e trabalhadores. Com base nos dados do eSocial, o sistema calcula automaticamente os valores devidos e já os individualiza por CPF, garantindo mais precisão e controle. Principais vantagens O FGTS Digital é uma das mais importantes entregas tecnológicas do Serpro para o governo federal, com forte impacto na desburocratização das relações trabalhistas e na redução do custo Brasil. Fonte: serpro.com.br

Lucro bilionário do FGTS será distribuído até o final de agosto; veja quem tem direito e como sacar

Resultados são referentes ao ano de 2024 e divididos com quem tinha saldo em 31 de dezembro do ano passado SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Caixa Econômica Federal distribuirá, até o final de agosto, o lucro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) a trabalhadores com contas vinculadas ao fundo. Os resultados são referentes ao ano de 2024 e divididos com quem tinha saldo em 31 de dezembro do ano passado. A distribuição ajudará o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a cumprir decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de março de 2024 determinando que a correção do saldo não poderá ser menor do que a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O FGTS rende hoje 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial) e, desde 2017, é feita a distribuição dos lucros. Para o Supremo, a correção é constitucional, mas o trabalhador não pode receber menos do que a inflação. O lucro do Fundo de Garantia referente a 2024 ainda será divulgado. A previsão é que os detalhes saiam em breve, segundo a Caixa. Com isso, também será determinado o percentual distribuído e o índice de correção a ser aplicado às contas. O índice precisa ser aprovado pelo Conselho Curador do FGTS, que tem como presidente o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e se reúne a cada dois meses. A próxima reunião está marcada para 24 de julho. Nos últimos anos, as propostas da Caixa, gestora do fundo, para a distribuição do lucro têm sido aprovadas por unanimidade. Em 2024, foram distribuídos R$ 15,2 bilhões. O valor representou 65% do lucro total obtido em 2023, de R$ 23,4 bilhões. O valor em real foi o maior já pago desde 2017. O maior percentual já distribuído foi de 99%, nos anos de 2022 e 2023. Por lei, o pagamento do lucro deve ser feito até 31 de agosto, mas o conselho curador tem votado por antecipar os depósitos. Com isso, pode ser que os valores já sejam repassados em julho ou no começo de agosto. Em nota, a Caixa diz que irá cumprir o cronograma legal. “O percentual relativo à distribuição dos lucros do FGTS de 2024 será definido pelo Conselho Curador até agosto 2025 e a distribuição dos resultados será creditada nas contas vinculadas do fundo até 31 de agosto de 2025”, diz para os trabalhadores que tinham saldo positivo em 31 de dezembro de 2024. Mario Avelino, presidente do IFGT (Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador), afirma que a lei determina distribuição de ao menos 50% do lucro obtido no ano anterior. Para ele, um dos defensores de correção maior para o FGTS, será fácil cumprir a determinação do STF, já que a inflação de 2024 foi de 4,83%. Cálculos feitos por ele apontam para um índice próximo de 0,95 para corrigir o saldo dos trabalhadores pela inflação. Segundo Avelino, ao somar a TR de 2024 com os 3% de rendimentos já garantidos, chega-se a 3,90%. O conselho deverá aprovar um índice que garanta os 4,83% aos trabalhadores. “Quem vai definir o percentual é o conselho, mas quem sugere é o governo, já que o presidente é o ministro do Trabalho. Neste ano, está fácil complementar, mas quando tiver uma inflação alta, será difícil o ajuste”, afirma. A decisão do STF determina que, quando a distribuição de lucros não for suficiente para a remuneração das contas individuais, o Conselho Curador do FGTS terá de definir o que será feito para que não haja perdas aos trabalhadores. TIRE DÚVIDAS SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO DO FGTS QUANDO A CAIXA VAI PAGAR O LUCRO DO FGTS? A distribuição do lucro do FGTS aos trabalhadores deve ser feita pela Caixa, gestora do fundo, até o dia 31 de agosto do ano seguinte à apuração dos resultados. Isso significa que, em 2025, o banco vai pagar os valores referentes a 2024 ATÉ QUANDO POSSO SACAR O LUCRO DO FGTS? O lucro do FGTS não pode ser sacado diretamente pelo trabalhador. Ele compõe o patrimônio do profissional, que pode ser acessado em ao menos 16 situações específicas, entre elas estão a compra da casa própria, a aposentadoria, em caso de doença grave do profissional ou seus dependentes e para amortizar as prestações do imóvel. COMO SABER SE O LUCRO DO FGTS FOI DEPOSITADO? Os trabalhadores podem consultar o crédito do lucro do FGTS no extrato da conta do Fundo de Garantia, por meio do Aplicativo FGTS, disponível nas lojas de aplicativos Google Play e App Store. Também é possível ter acesso ao documento de forma presencial, nos caixas eletrônicos e nas agências da Caixa. QUEM TEM DIREITO AO LUCRO DO FGTS? Segundo a Caixa, todos os trabalhadores com carteira assinada ou que tiveram carteira assinada em algum momento da vida profissional e tinham saldo na conta no dia 31 de dezembro de 2024 vão receber os valores referentes à distribuição. Ainda não foi informado o número total de contas e de profissionais habilitados no final de 2024. Em maior de 2025, segundo a Caixa, havia 56,2 milhões de trabalhadores com conta ativa no FGTS, sendo um total de 72,3 milhões de contas ativas. QUANTO A CAIXA JÁ PAGOU DE LUCRO DO FGTS? Segundo dados da Caixa, desde 2017, quando teve início a distribuição anual do resultado referente ao ano de 2016, já foram pagos R$ 82,4 aos trabalhadores. O FGTS rendeu mais do que a inflação em seis de sete anos. Apenas em 2021, na pandemia, quando o IPCA alcançou 10,06%, o rendimento do FGTS não superou a inflação. Fonte: Caixa Econômica Federal COMO É FEITO O PAGAMENTO DO LUCRO? A distribuição é feita pela Caixa, que administra o fundo. Os valores são creditados e, no extrato do FGTS, aparece a informação “AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/XXXX (aqui será informado o ano a que se refere o pagamento)”. O QUE É A REVISÃO DO FGTS? A revisão do FGTS foi uma ação proposta pelo partido Solidariedade em 2013.

Lucro do FGTS distribuído ao trabalhador será definido neste mês e pode superar R$ 15,2 bi

A distribuição do lucro passou a fazer parte do cálculo de correção do fundo, que não deve ser menor que a inflação O lucro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de 2024 pode superar os R$ 15,2 bilhões distribuídos nas contas dos trabalhadores no ano passado. A reunião do Conselho Curador do FGTS que vai definir o resultado do fundo e como será a distribuição está prevista para o dia 24 de julho. O lucro é sempre referente ao ano anterior. O balanço de 2024 está em fechamento pela Caixa, o agente operador do FGTS. No ano passado, foram distribuídos R$ 15,2 bilhões a 130,8 milhões de cotistas, referentes ao lucro total de R$ 23,4 bilhões, de 2023, o maior em 58 anos de história do fundo. Veja os valores distribuídos 2024 2023 2022 2021 2020 2019 2018 2017 Cálculo Por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), no ano passado, a distribuição de lucros passou a fazer parte do cálculo de correção do fundo. Com a soma da TR (Taxa de Referência), mais 3% ao ano, o total dessa conta deve garantir a correção equivalente ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país. Distribuição Na próxima reunião do conselho, será apresentada a proposta de distribuição de parte do resultado positivo do FGTS em 2024, que será creditada nas contas vinculadas dos trabalhadores até agosto. O conselho vai deliberar sobre o Relatório de Gestão e as Demonstrações Financeiras do FGTS, como a prestação de contas referente ao exercício de 2024. Por lei, o lucro não pode ser 100% distribuído e o índice da divisão deve ser definido pelo conselho curador do fund.o O dinheiro dever ser liberado até o dia 31 de agosto para as contas do FGTS, mas não para o bolso do trabalhador, que só poderá sacar dentro das regras do fundo, como em caso de demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria e doença grave. Quem tem direito Todos os trabalhadores com saldo no FGTS em 31 de dezembro de 2024 terão direito à participação na distribuição de resultados. O dinheiro vai para a conta do trabalhador no FGTS. Os valores são distribuídos de forma proporcional às contas de cada um no fundo. Como consultar o saldo O trabalhador pode verificar o saldo por meio do aplicativo FGTS, disponível para os telefones com sistemas Android e iOS, ou pelo site da Caixa. É preciso cadastrar as informações pessoais e também informar o NIS (Número de Inscrição Social), que pode ser obtido nos extratos do FGTS, carteira de trabalho ou cartão do cidadão. Em seguida, o trabalhador deve criar uma senha numérica de seis dígitos. Fonte: Notícias R7

Como decisão de Trump de taxar Brasil em apoio a Bolsonaro pode beneficiar Lula

A decisão de Donald Trump de taxar em 50% produtos brasileiros em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter o efeito contrário de favorecer politicamente o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), avaliam analistas políticos. Especialistas em política internacional e brasileira lembram que interferências externas em assuntos domésticos costumam fortalecer sentimentos nacionalistas. Por outro lado, alguns ponderam que a forte polarização política do país pode limitar esse efeito junto a apoiadores mais fiéis ao bolsonarismo. “Historicamente, ingerências externas não pegam bem no Brasil (ou em qualquer outro país). Mesmo críticos de Lula podem ver a atitude de Trump como um ataque à soberania nacional e à independência do Judiciário”, escreveu na rede social X Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pesquisador afiliado do think-tank Carnegie Endowment for International Peace, em Washington. “Politicamente, a medida tende a reforçar o nacionalismo e alimentar sentimentos antiamericanos no Brasil — especialmente se Lula conseguir enquadrar a retaliação como uma ofensa à dignidade do país”, continuou. Diante da decisão de Trump, Lula convocou uma reunião de emergência com sua equipe de ministros. Nas redes sociais, o presidente reagiu à tentativa do presidente americano de interferir no processo criminal que Bolsonaro enfrenta no STF, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado. “O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”. No texto, Lula também disse que “qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica”, lei em vigor desde abril que autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros. Para Rafael Cortez, cientista político da Tendências Consultoria, a justificativa de apoio a Bolsonaro para elevar as tarifas comerciais mostra uma tentativa dos EUA de influenciar no processo eleitoral brasileiro, “como já aconteceu em outros países”. Na sua leitura, Lula tende a se beneficiar, se conseguir equilibrar a questão comercial e política. Ele ressalta que uma escalada na guerra tarifária entre os dois países teria efeitos econômicos negativos no país. “Certamente, essa dimensão política é algo positivo para a administração Lula”, afirma, citando outros países em que a atuação do presidente americano beneficiou seus antagonistas. “Quem é adversário do Trump no plano local ganha quando o Trump e os demais líderes conservadores se manifestam acerca de temas domésticos. Isso aconteceu, em alguma medida, no México, nas eleições do Canadá, nas eleições na Austrália”, afirma. Como o ‘efeito Trump’ tem impactado eleições no mundo O impacto reativo ao líder americano em eleições nacionais já está sendo chamado de “efeito Trump” na análise política. No Canadá, o Partido Liberal levou a eleição de forma surpreendente em abril, revertendo o favoritismo do Partido Conservador. A virada ocorreu após Trump voltar ao comando dos EUA com fortes ataques ao país vizinho, incluindo provocações sobre fazer do Canadá o 51º estado americano. O contraponto ao novo governo dos EUA se tornou mote central da campanha. No mês anterior, a oposição de centro-direita da Groenlândia também surpreendeu e venceu as eleições gerais — uma votação dominada pela pauta da independência e pela promessa trumpista de assumir o controle do território semiautônomo que hoje pertence à Dinamarca. O partido Demokraatit (Democratas), que defende uma abordagem gradual para a independência, foi o mais votado para o Parlamento e liderou o governo de coalizão. Já em maio, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, do Partido Trabalhista, conquistou a reeleição com ampla vantagem. O resultado foi uma reviravolta em relação ao início do ano, quando as pesquisas apontaram a popularidade de Albanese em níveis historicamente baixos. Sua vitória foi, em parte, atribuída ao efeito Trump, já que seu opositor, Peter Dutton, foi criticado durante a campanha por ter ideologia semelhante à do presidente dos Estados Unidos. No México, a eleição ocorreu antes da vitória de Trump nos EUA. No entanto, a presidente Claudia Sheinbaum alcançou mais de 80% de aprovação após meses no poder, popularidade impulsionada pelo fortalecimento do sentimento nacionalista contra as ações do novo presidente americano, segundo analistas políticos. ‘Impacto no Brasil pode ser limitado, mas determinante’ Para Rafael Cortez, efeito semelhante pode ocorrer no Brasil, mas com intensidade menor, devido à forte polarização política entre os campos governista e bolsonarista. Ainda assim, ressalta, o impacto pode ser determinante, numa eleição apertada, em que um grupo de eleitores de centro está em disputa. Bolsonaro está inelegível após ser condenado no Tribunal Superior Eleitoral, mas a expectativa é que o campo da direita terá um candidato competitivo com o apoio dele, nota Cortez. “A polarização cria alguma resiliência nas intenções de voto ou na imagem que os líderes políticos têm na sociedade. De tal sorte que vejo um efeito marginal [da interferência de Trump no eleitor]”. “Ou seja, não é uma revolução, mas é um efeito que pode ser o suficiente para reverter [a baixa popularidade do presidente] e fazer o governo Lula se tornar o favorito na eleição de 2026”, avalia. Para o cientista político Creomar de Souza, diretor-executivo da consultoria de risco político Dharma Politics, Lula recebeu uma “bola quicando” como a decisão de Trump e a “pauta do nacionalismo está na sua mão”. “Mas a questão é saber se o governo tem perna pra chutar a bola dentro do gol. Se o governo vai conseguir ter uma resposta organizada, uníssona”, analisa. “Porque o dilema desse governo é que, tirando na semana passada, quando rebateram juntos o Congresso [após a derrubada da elevação do IOF], esse é um governo sempre muito mais preocupado com questões paroquiais de cada ator específico do que com uma agenda coletiva”, continuou. Souza nota que, logo após a decisão de Trump, voltou a circular nas redes sociais imagens de presidenciáveis do campo bolsonarista, como os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com o boné vermelho símbolo da campanha de Trump, com os

Ataque hacker e criptomoedas: por que boa parte do dinheiro levado no “roubo do século” pode ter se perdido para sempre

Especialistas consultados pelo Seu Dinheiro alertam: há uma boa chance de que a maior parte do dinheiro roubado nunca mais seja recuperada — e tudo por causa do lado obscuro dos ativos digitais O noticiário brasileiro desta semana virou um prato cheio para os aficionados por casos criminais. Em um roubo que entrou para a história, hackers acessaram o sistema de uma prestadora de serviços do sistema financeiro, rasparam em torno de R$ 1 bilhão de diversas contas, segundo estimativas, e fugiram diretamente para as sombras das criptomoedas. Um combo perfeito para uma história policial de prestígio. Apesar de gerar um interesse voraz para quem lê sobre o tema, a comoção do “roubo do século” é outra para as empresas atacadas, que tiveram prejuízos significativos com o assalto. A C&M Software, empresa situada no epicentro da ação criminosa, diz que “não confirma valores, pois não é agente financeiro nem parte na titularidade dos recursos”. Com isso, o verdadeiro tamanho do rombo causado pelo ataque hacker ainda permanece um mistério. Entretanto, especialistas alertam: há uma boa probabilidade de que a maior parte desse dinheiro nunca mais seja recuperada — e tudo por causa do lado obscuro dos ativos digitais, que emergem como um refúgio para os criminosos esconderem os rastros de seus roubos. Ataque hacker: onde foi parar o dinheiro? Parte do dinheiro roubado pelos hackers foi recuperada, incluindo cerca de R$ 180 milhões da BMP.  Essa recuperação ocorreu por meio do MED (Mecanismo Especial de Devolução), um protocolo previsto pelo Banco Central no Pix para devolução de valores em casos de fraude.  Outra ferramenta também auxiliou na recuperação enquanto as operações de Pix dos clientes da C&M estavam desligadas temporariamente: o Sistema de Transferência de Reservas (STR) interbancário do Banco Central, utilizado para a realização de transferência de fundos entre instituições financeiras. Além disso, uma conta com R$ 270 milhões, usada para receber o dinheiro desviado, já foi bloqueada pelas autoridades locais. Mas a leitura inicial de especialistas consultados pelo Seu Dinheiro indica que apenas as cifras que permaneceram nas contas financeiras dos criminosos puderam ser devolvidas. Isso porque, até cair nas contas, o dinheiro estava sendo rastreado. Mas, como os fraudadores também tinham conhecimento sobre o mecanismo de devolução do Pix, eles tiram o dinheiro das contas muito rapidamente — e logo converteram boa parte do montante em criptomoedas. Um levantamento obtido pelo Crypto Times mostra um aumento desproporcional no volume negociado em corretoras de criptomoedas (exchanges) no dia do ataque hacker, em plataformas como a Binance, Bity, Bitso, Mercado Bitcoin (MB) e Foxbit. O maior aumento no volume negociado ocorreu na Binance, que saltou mais de R$ 430 milhões. Em um único dia, o volume negociado na corretora foi três vezes maior do que a média mensal. Em alguns casos, houve um aumento de mais de 700% em volume negociado em apenas um dia. Dinheiro roubado no assalto virou criptomoeda. E agora? Até a última quinta-feira (3), a Polícia Civil estava totalmente concentrada em identificar e prender o suspeito insider na C&M, que ajudou os hackers a acessarem os sistemas. Foi só a partir da sexta-feira que os esforços mudaram para construção de uma força-tarefa para congelamento e rastreio dos ativos suspeitos. Na leitura de Marcos Zanini, especialista em cibersegurança e CEO da Dinamo Networks, porém, o dinheiro roubado que foi transformado em criptomoeda pode ter se perdido para sempre. Isso porque as transações com criptomoedas possuem chaves de acesso únicas. No entanto, elas não permitem acesso aos dados de quem detém a carteira (wallet). Ou seja, ainda que seja possível rastrear que o dinheiro roubado foi convertido na criptomoeda A, B ou C e alocado em uma determinada wallet, não é possível recuperar este montante, uma vez que as redes cripto não possuem um dono ou controlador. “Como a chave não é nominal, você perde totalmente a rastreabilidade. Por isso, dificilmente o que virou cripto vai voltar. Depois que virou criptomoeda, eu acredito que não recupera mais esse dinheiro roubado”, afirmou Zanini. “Essa é coisa linda e, ao mesmo tempo, horrível, das criptomoedas. Vamos supor que você tenha medo de o governo confiscar seu dinheiro, a criptomoeda é uma coisa que salva, porque ninguém, nem mesmo o governo, tem autonomia de sacar. Mas é a mesma coisa quando o fraudador faz isso: ninguém tem a condição de pegar o dinheiro dele”, acrescentou. Na mesma linha, Valter Rebelo, analista da Empiricus Research, afirma que, uma vez que os hackers distribuíram esses R$ 1 bilhão entre bitcoin e USDT, “não tem o que fazer”.  “Porque o criminoso nem precisa transferir o dinheiro para eventualmente se liquidar dele e lavar esse dinheiro. O mercado sabe onde estão esses bitcoins, mas não há como recuperar. A blockchain opera como se fosse uma rede de caixas de correio, só que os detentores possuem as próprias chaves”, disse Rebelo. Ataque hacker e dinheiro em criptomoedas: a responsabilidade fica com as exchanges de criptomoedas? Se o dinheiro roubado caiu em uma corretora (exchange) de criptomoedas, essa exchange não estaria responsável por bloquear transações ilícitas? Em teoria, sim.  Porém, como o Banco Central não tem autoridade para regular corretoras que não sejam sediadas no Brasil, acaba em um limbo regulatório, segundo o CEO da Dinamo. Vale destacar que, há algumas semanas, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que plataformas que realizam transações com criptomoedas têm responsabilidade e podem ser obrigadas a reparar danos causados por fraudes em operações protegidas por senha e autenticação de dois fatores.  No entendimento do STJ, nem mesmo ataques de hackers tirariam a responsabilidade das plataformas, a menos que fosse, de fato, comprovada a culpa exclusiva do cliente ou de terceiros. Porém, ainda não se sabe como isso será aplicado na prática. “Se isso tivesse acontecido em uma rede permissionada, como o Drex, seria 100% reversível, porque todas as operações dentro de uma blockchain permissionada estão sob o controle do Banco Central. Se esse dinheiro tivesse sido pulverizado em 10 mil contas, daria para rastrear exatamente para quais contas entrou. Quando você vai com uma blockchain pública, como são as criptomoedas, elas não tem alguém dono, então não há rastreabilidade”, afirmou Zanini. Uma carteira de autocustódia, Truther, elevou os

Brics aprova parceria para eliminar doenças socialmente determinadas

Tema é uma das prioridades da presidência brasileira do bloco na saúde Os países do Brics aprovam o desenvolvimento da Parceria para Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas. A iniciativa, que foi discutida nas reuniões que antecederam a Cúpula de Líderes do grupo, agora está na Declaração Final da 17ª Reunião de Cúpula, a Declaração do Rio de Janeiro, divulgada neste domingo (6). “Ao priorizar respostas integradas e multissetoriais, buscamos combater as causas profundas das disparidades em saúde, como a pobreza e a exclusão social, aprimorando a cooperação, mobilizando recursos e fomentando a inovação para garantir um futuro mais saudável para todos”, diz o documento. O tema foi uma das oito prioridades escolhidas pela presidência brasileira do Brics na área da saúde e teve como inspiração o Programa Brasil Saudável, que tem como objetivo enfrentar problemas sociais e ambientais que afetam a saúde de pessoas em maior vulnerabilidade social. A ideia é que os países se unam para eliminar doenças que muitas vezes não afetam países ricos e, portanto, não são consideradas em pesquisas nesses países, que são consideradas as doenças da pobreza, como tuberculose, hanseníase, malária, dengue e febre amarela. Além dos 11 países do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia – Malásia, Bolívia e Cuba, países parceiros do fórum também aderiram à medida. Em comunicado, comentando os destaques da declaração final, a presidência do Brasil no Brics comemorou o lançamento.  “Estamos muito satisfeitos com o lançamento da Parceria para a Eliminação das Doenças Socialmente Determinadas, que é um marco para o avanço da equidade em saúde e demonstra nosso compromisso em combater as causas profundas das disparidades em saúde, como a pobreza e a exclusão social”. Na declaração final, os países também reconhecem que “a cooperação do Brics no combate à tuberculose e à resistência antimicrobiana, bem como o fortalecimento das capacidades de prevenção de doenças transmissíveis e não transmissíveis e outros problemas de saúde, o compartilhamento de experiências, incluindo sistemas de medicina tradicional e saúde digital, contribuem significativamente para relevantes esforços internacionais”.  Além da tradicional declaração de líderes, foram aprovados três outros documentos:  O documento da Parceria deverá ser divulgado nesta segunda (7), quando ocorrerá a sessão plenária Meio Ambiente, COP30 e Saúde Global. Sob a presidência do Brasil, a reunião da Cúpula de Líderes do Brics ocorre neste domingo (6) e segunda (7), no Rio de Janeiro. Fonte: Agência Brasil